Curiosidades

 

O que é microfonia?
Resposta:

É aquele barulho insuportavelmente agudo que costuma ser produzido quando um microfone ligado fica muito próximo da caixa de som. À primeira vista, parece que basta a presença do microfone para causar a interferência - mas não é bem assim. Qualquer ruído que entra pelo microfone ganha corpo nos amplificadores e sai mais alto pelas caixas de som. Se o microfone estiver perto demais dos alto-falantes, acaba captando o próprio ruído que sai deles - que, por sua vez, retorna ao amplificador, sai de novo pelas caixas e volta a alimentar o microfone, criando um círculo vicioso. Isso provoca uma reação em cadeia, na qual o som é amplificado sem parar. O resultado é a microfonia. Como todo o processo acontece em milésimos de segundo, o ruído agudo que ouvimos imediatamente já é resultado de inúmeras voltas que o som deu nesse ciclo. Mas também não é necessário que o microfone esteja próximo das caixas para produzir o fenômeno, se houver muitos deles ligados em um único ambiente. Além disso, instrumentos musicais amplificados também podem causar microfonia. A diferença é que numa guitarra elétrica, por exemplo, os sensores que captam o som das cordas substituem o microfone.

 

Com um bom equipamento, dá para ouvir um jogo do Vasco em Marte?
Resposta:

Você pode acompanhar os jogos do Vasco, até mesmo fora do sistema solar. Mas tudo vai depender, é claro, da antena do super-rádio que tentará captar os sinais da transmissão da partida. As maiores antenas existentes– estamos falando de radiotelescópios com dezenas de metros de diâmetro – podem captar ondas eletromagnéticas a bilhões de quilômetros de distância. Alguns desses equipamentos já são usados pelos astrônomos aqui mesmo, na Terra. Eles servem, entre outras coisas, para rastrear possíveis sinais de vida extraterrestre. Mas existem alguns problemas que atrapalham a transmissão interplanetária. O primeiro contratempo é a atmosfera terrestre. As emissoras AM, por exemplo, não conseguem furar o bloqueio natural do nosso planeta e suas ondas não atingem o espaço. O mesmo não acontece com os sinais de TV ou das rádios FM, que se propagam pelo Universo até atingirem algum obstáculo. Também é preciso levar em conta que as ondas demoram para chegar ao destino. O receptor em Marte iria comemorar o gol com vários minutos de atraso. O astronauta também teria um trabalhão para identificar a voz do locutor no meio de vários programas simultâneos. Como existem milhares de rádios no mundo todo operando na mesma freqüência, quase todos esses sinais poderiam ser captados pelo ouvinte espacial. Isso não acontece na Terra porque as emissoras e os aparelhos receptores têm potência limitada. Para completar o desafio, você teria que esperar um bocado até conseguir ouvir um joguinho no solo marciano. Antes de 2014, a agência espacial americana não pretende mandar ninguém para lá.

 

Por que ouvimos o barulho do mar quando encostamos uma concha no ouvido?
Resposta:

Com seu interior semelhante a um labirinto em espiral, a concha funciona como uma caixa de ressonância, que concentra e amplifica os sons, produzindo um efeito apenas parecido com o barulho do mar. Esse fenômeno, conhecido como reverberação, é a soma dos vários ecos gerados dentro da concha. Ela está, na verdade, captando os sons residuais do ambiente, aqueles que não são registrados normalmente porque se propagam em todas as direções; isto é, passam direto pelo ouvido. As ondas sonoras repercutem dentro da concha, refletindo em suas paredes como a fala de alguém numa caverna. Vale lembrar que a reverberação não surge do nada: se estivermos em um compartimento fechado, em silêncio absoluto, não adiantará levar a concha ao ouvido.

 

Por que o Sol e a Lua são maiores no horizonte?
Resposta:

Não são. Trata-se de uma ilusão de ótica. Quando se olha o alto do céu, não é possível estimar distâncias, pois não há nada por perto de dimensões conhecidas que possa ser comparada ao Sol ou à Lua. Mas, quando se olha para horizonte, há uma infinidade de pontos de referência: estradas, campos, ruas e montanhas, que estabelecem o padrão de comparação. Como não há nada mensurável entre o horizonte e o céu, a abóbada celeste parece achatada, tornando a trajetória do Sol aparentemente mais próxima no topo. Assim, embora a distância seja praticamente a mesma, o Sol parece maior no horizonte do que quando está a pino.

 

Por que as estrelas piscam?
Resposta:

O que pisca, na verdade, não são as estrelas, mas sim as imagens que nós vemos delas. A luz brilhante desses corpos celestes atravessa mais de 100 quilômetros de atmosfera da Terra antes de chegar aos nossos olhos. Durante esse trecho da viagem, os raios são balançados pelo ar, dando a impressão de que as próprias estrelas têm sua luminosidade alterada o tempo todo. É como observar o ralo de uma piscina do lado de fora dela. O balanço da água não faz com que a imagem do objeto pareça sacudir? A atmosfera age na luz das estrelas da mesma maneira. Como esses astros parecem pontinhos pequeninos, a distorção de suas imagens cria o efeito pisca-pisca. Já com os planetas visíveis a olho nu - Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter - isso não ocorre. Como suas imagens no céu são maiores para nós do que as das estrelas, a distorção causada pelo ar não é suficiente para fazê-los piscar. Quer dizer, nem sempre: Quando o ar está muito agitado, até mesmo os planetas parecem cintilar. No espaço sideral, sem a influencia da atmosfera terrestre, o brilho de qualquer astro é sempre fixo.

 

Por que a chama do fogão ilumina menos que a da vela?
Resposta:

A resposta está na cor de cada chama: por ser amarelo, o fogo da vela ilumina mais que o do fogão a gás, que emite principalmente luz azul. Isso porque o olho humano está adaptado a enxergar melhor durante o dia. Assim, desenvolveu maior sensibilidade às luzes com cores mais abundantes no espectro solar. Como o Sol emite muita luz na faixa do amarelo e do verde, os nossos olhos também são mais sensíveis a estas cores. Outro fator para enxergarmos pouco a chama do fogão é que a luz azul se dispersa com facilidade pelo ar, enquanto a amarela permanece concentrada por mais tempo. Vemos a luz azul do fogão somente quando olhamos diretamente para a chama, pois ela se espalha pelo ar com mais facilidade. A luz amarela dispersa menos e pode chegar facilmente às paredes, de onde é refletida para os nossos olhos.

 

Se a luz se propaga em tinha reta, por que o arco-íris é curvo?
Resposta:

O arco-íris ocorre porque as gotas da água da chuva (ou de qualquer outra coisa que deixe partículas de água em suspensão, como neblina ou cachoeiras muito altas) funcionam como prismas, ou seja, decompõem a luz solar em vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Cada raio de luz dessas sete cores sai da gota em sentido contrário e num ângulo de 42 graus, aproximadamente, em relação ao raio de luz incidente. Por isso, para observar o arco-íris, é necessário estar entre o Sol e a chuva; e o Sol não deve nem estar muito alto nem muito baixo, para que a luz alcance o observador no ângulo ideal de 42 graus. O arco-íris é curvo porque essa é a única forma de os raios de luz formarem ângulos de 42 graus, de onde quer que se olhe. É como desenhar uma semicircunferência com um compasso aberto em 42 graus: todos os pontos do arco “olharão" o centro do compasso no mesmo ângulo.

 

Um saco plástico com água realmente afasta moscas?
Resposta:

Afasta, sim. Na verdade, um saco cheio de água funciona como um excelente repelente não apenas para moscas, mas contra qualquer inseto que voe. Isso acontece porque os bichinhos percebem o objeto como se ele fosse um espelho e mudam a trajetória de seu voo. Ao entrar em um lugar qualquer e topar com o saco cheio d'água, a mosca vê sua imagem refletida no líquido. Aí, por instinto ou mesmo por susto, ela pára e sai do ambiente. É mais ou menos a mesma coisa que acontece quando deparamos com um espelho que reflete a luz do Sol. Se somos atingidos pelos raios solares, isso nos incomoda, e nosso impulso inicial é dar meia-volta ou desviar o caminho, até mesmo como medida de precaução. A comprovação científica desse antigo hábito popular surgiu quando alguns pesquisadores da USP notaram o costume de bares e restaurantes usarem o tal saco d'água para afugentar os insetos. Intrigados, eles decidiram fazer vários testes com a mosca doméstica para comprovar se havia ou não fundamento naquela prática. Não deu outra: depois de uma série de medições, os cientistas publicaram trabalhos em revistas acadêmicas especializadas validando a receita do povão, cerca de seis anos atrás.

 

Por que a espuma de sabão é sempre branca?
Resposta:

Porque as bolhas que formam a espuma são bem fininhas. A cor, que já não era tão forte depois de ter sido diluída, torna-se ainda mais fraca nessa camada fina. Assim, cada bolha da espuma fica quase transparente. Mas, então, por que a espuma é branca, e não translúcida como uma bolha isolada? É que cada bolha desvia pelo menos um pouquinho dos raios de luz que chegam até ela. Quanto se juntam incontáveis bolhinhas, como na espuma, os raios acabam sendo ricocheteados para todos os lados, como se estivessem em um jogo de espelhos. Como cada um desses raios corresponde a uma cor diferente, todos os tons possíveis são refletidos para os nossos olhos ao mesmo tempo. E adivinhe qual é a cor que surge da junção de todas as outras? É isso mesmo, a branca.

 

O que é o aerossol? Por que ele fica gelado quando agitado?
Resposta:

Um aerossol é basicamente a mistura de dois líquidos guardados na mesma lata. Um deles é o produto em si, que pode ser creme de barbear, desodorante, tinta ou inseticida. O outro é o chamado propelente, uma substância capaz de impulsionar o produto para fora. Na maioria dos casos, o propelente é um gás líquido.Isso mesmo, um gás líquido! Na verdade, essa aparente contradição é o segredo que faz o aerossol sair com a força de um jato cada vez que aciona-mos o spray. Dentro da lata, a pressão é tão grande que o gás usado como propelente fica comprimido e se transforma em líquido, misturando-se ao produto. Enquanto o frasco está fechado, os dois ficam quietinhos lá dentro, mas quando alguém aperta a válvula, começa uma revolução! A pressão dentro do frasco diminui e uma parte do gás líquido propelente se expande com violência, virando gás de verdade. Como seu volume fica grande demais para o frasco, ele escapa com força total, levando parte do produto para fora. Essa transformação também explica por que a lata fica gelada. Quando chacoalhamos o frasco, as moléculas do gás liquefeito também se agitam e isso faz com que parte delas arrume espaço dentro da própria lata para se expandir. Para que alguma substância consiga passar do estado líquido para o gasoso, ela precisa consumir energia de algum lugar. No caso do aerossol, a energia é tirada da lata. Por isso, a temperatura dela diminui. Hoje, quem protagoniza toda essa reação é o chamado GLP, (gás liquefeito de petróleo). Ele veio para substituir os CFCs, os perigosos clorofluorcarbonos, usados nos sprays até a década de 80. Os CFCs fariam bem o papel de propelentes, mas prejudicavam muito a camada de ozônio da Terra.

 

Por que os aviões a jato deixam um rastro no céu?
Resposta:

O rastro de condensação surge quando o avião atravessa regiões do espaço aéreo onde há umidade. Eles são mais facilmente visíveis em dias claros, quando o avião está em cruzeiro, ou seja, voando entre 35 mil e 42 mil pés (de 11.550 km a 13.860 km). Nessa altitude, a temperatura do ar é muito baixa, cerca de 40 a 50 graus Celsius negativos. Pelas leis da Física, sabe-se que quanto maior a altitude e menor a pressão atmosférica, menor é a temperatura necessária para ferver a água. Como na parte de cima das asas dos aviões a pressão é ainda menor, a aeronave, ao atravessar regiões com alta umidade, altera o estado original de equilíbrio da água na atmosfera, "fervendo-a", mesmo quando a temperatura é muito baixa. Outra forma usual de condensação deixada pelos aviões é provocada pelo escapamento dos motores. Com a queima do combustível, o hidrocarbono, geram-se, entre outros subprodutos, o gás carbônico e a água, em forma de vapor. Quando este vapor entra em contato com o ar gelado em que o avião voa, ele se condensa, o que deixa aqueles longos rastros brancos atrás da aeronave.

 

O vidro é considerado como no estado líquido? Por quê?
Resposta:

Há uma ampla crença que o vidro é líquido. Talvez isso seja baseado no mito de que os vidros das antigas catedrais são mais espessos na parte inferior que na superior, sugerindo um escoamento durante os séculos. Mas isso é mito. Pesquisadores descobriram que o tempo necessário para que o vidro "escorra" de forma perceptível na temperatura ambiente seria incrivelmente longo (trilhões de anos!) e seu efeito não poderia ser medido nem nas mais antigas catedrais. Nem mesmo se o primeiro vidro obtido pela humanidade tivesse sido pendurado e deixado assim por todo esse tempo, ainda assim não teríamos como perceber hoje qualquer sinal de escoamento. Portanto, o vidro comum de janelas, em temperatura ambiente, comporta-se com um sólido. Mas que tipo de sólido? O que os cientistas gostam de chamar de sólido tem várias propriedades bem definidas. Por exemplo, sua estrutura microscópica, observado átomo a átomo ou molécula a molécula, deve ser regular. No sal de cozinha os átomos de Na (Sódio) e Cl (Cloro) estão arrumados, sobrepostos e justapostos, de uma forma bem regular. Essa estrutura é chamada de cristalina. Outra propriedade que se espera dos sólidos é que a temperatura de fusão (aquela na qual ele derrete ou se solidifica) seja bem definida. Por exemplo, o gelo derrete quando a temperatura supera, ainda que muito pouco, a 0° C; e a água se torna gelo quando sua temperatura for inferior a 0° C. Assim, dizemos que a Temperatura de solidificação da água ou a temperatura de fusão do gelo (é a mesma coisa) é 0°C Sólidos como o ferro, alumínio, sal de cozinha, gelo, diamante, e muitos outros, tem essas propriedades: seus átomos, íons ou moléculas estão bem aproximadinhos (e por isso são chamados de sólidos cristalinos) e a temperatura de fusão é bem definida. O vidro não tem nenhuma dessas propriedades: sua estrutura não é regular como a do sal de cozinha ou do gelo: o seu padrão de repetição não vai além de dois átomos ou íons seguidos. E na medida em que o vidro é esquentado ele vai amolecendo devagar, ficando cada vez mais mole (menos viscoso) na medida que a temperatura aumenta. Portanto o vidro, destes pontos de vista, não é sólido. Materiais como o vidro, cerâmicas e outros sólidos mais esquisitos do que os bem comportados sólidos cristalinos têm sido estudados, pois suas propriedades podem ser úteis e interessantes.

 


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