Curiosidades

 

Por que não pode haver velocidade maior que a da luz?
Resposta:

Nenhum objeto consegue ultrapassar 1,08 bilhão de km/h - a velocidade da luz no vácuo - porque todos os corpos ganham massa conforme sua rapidez aumenta. À primeira vista, essa idéia parece absurda: como é possível ficarmos mais pesados à medida que nos movimentamos mais rápido? A verdade é que esse efeito só é perceptível quando a velocidade é muito, muito alta. Imagine que você pudesse correr a 1,07 bilhão de km/h, o equivalente a 99,9% da velocidade da luz. A essa rapidez estonteante, sua massa cresceria espantosamente: um corpo de 80 quilos, digamos, passaria a ter quase duas toneladas! Isso acontece porque energia e massa estão intimamente ligadas. De acordo com a célebre fórmula do físico alemão Albert Einstein, E = MC2 (onde "E" representa a energia, "M", a massa e C2 a velocidade da luz no vácuo), se a energia de alguma coisa aumenta, sua massa vai crescer também. O segredo é que, quando um objeto aumenta de velocidade, isso significa justamente que ele ganhou mais energia. Uma das conseqüências é que o peso também aumenta e torna-se cada vez mais difícil acelerar o corpo. Se algum objeto pudesse chegar à velocidade da luz, sua massa seria infinita. Nessa situação, seria necessária uma força igualmente infinita para acelerar nosso objeto - mas nem o Universo inteiro tem tanta energia. A luz, claro, só alcança sua estonteante velocidade porque não tem massa. Entretanto, para todos os outros objetos do mundo, a massa nunca deixará a rapidez superar esse valor.

 

Como é medida a massa das partículas se não dá para pesá-las numa balança?
Resposta:

Por meio de uma medida indireta, com os chamados aceleradores de partículas. No mundo subatômico, a força mais ativa é a eletromagnética, que consegue manter os elétrons orbitando em torno de prótons e nêutrons. Medindo a interação dos minúsculos elementos com essa força, dá para descobrir quanto eles pesam. Para isso, os pesquisadores usam os aceleradores de partículas, criando um campo magnético capaz de impulsionar os elementos subatômicos dentro de um grande tubo. Depois, fazem a partícula bater de frente com outro campo magnético, gerando um desvio em sua trajetória. Quanto menor o desvio, maior a massa. Hoje, as massas das partículas mais importantes são conhecidas. Sabe-se que o próton e o nêutron têm, cada um, 1,6 x 10–24 grama (ou 0,0000000000000000000000016 g). É infinitamente pequeno, mas ainda assim é 1840 vezes mais pesado que a massa do elétron, de apenas 9,1 x 10–28 grama.

 

Qual é a menor partícula existente?
Resposta:

Você já ouviu falar em fótons e glúons? Pois são eles os menores componentes do átomo - formados por energia pura, nem massa têm. Fótons são as partículas de luz batizadas por Einstein, enquanto os glúons são chamados de partículas mensageiras, por ligarem os quarks (outro tipo de partícula subatômica) ao interior dos prótons e nêutrons. Entre as partículas que têm alguma massa, a menor é o neutrino. Ele pode ter 4 x 10–33 grama. Isso equivale a um bilionésimo de trilionésimo de trilionésimo de grama - e dá uma massa 100 milhões de vezes menor que a do próton, que tem 1,67 x 10–24 grama. Para ter uma idéia do que isso significa, se o próton fosse do tamanho de uma bola de gude, o átomo seria o equivalente a um estádio de futebol. Seria necessário enfileirar 50 milhões desses Maracanãs microscópicos para poder formar uma linha de apenas 1 centímetro! Ao contrário dos prótons, os neutrinos não são como tijolinhos que compõem matéria - e sim, partículas ejetadas por átomos a partir do interior de estrelas como o Sol. Acredite: bilhões e bilhões dela atravessam seu corpo agora mesmo enquanto você lê este Site.

 

Por que sentimos uma vibração nos dedos quando tocamos a tela da televisão?
Resposta:

O bombardeio de elétrons responsável pela formação de imagens acaba por estabelecer uma carga negativa que recobre toda a tela do aparelho. Ao tocarmos nela, reagimos como um fio-terra, que retira a eletricidade do televisor. Dessa forma, os elétrons saltam para os dedos, produzindo pequenas faíscas que provocam essa sensação parecida com cócegas. É mais fácil observar o mesmo efeito aproximando a cabeça da tela: os cabelos, fortemente atraídos pela carga negativa, ficam literalmente em pé.

 

Porque nos estados do nordeste, a tensão é de 220V, enquanto nos estados do sul ela é apenas 110V?
Resposta:

Resumidamente o que acontece é que por questão de economia algumas regiões são abastecidas com voltagem de 220volts. O governo em algumas regiões dá concessões para empresas fornecerem energia elétrica para a população e em troca as empresas constroem as linhas de transmissão que é o mais caro. Para se ter um lucro maior em menor tempo essas empresas economizam na distribuição de energia. Mas como isso é feito ? Fios mais grossos, caros e mais duradouros não são usados e sim fios mais finos e baratos. Com fios mais finos porém, você tem uma maior resistência visto pela equação R = ρ.L/A R = resistência ρ = tipo de material L = comprimento A = área da seção transversal. Os 3 primeiros parâmetros são os mesmos, mas a área de fios mais finos é menor e consequentemente isso levará a uma resistência maior. Tendo que fornecer uma certa corrente para as residências as empresas são obrigadas assim a aumentar a voltagem, visto que V = R.i Com uma maior resistência, para se ter a mesma corrente é necessário aumentar-se a voltagem de abastecimento. Espero que, mesmo tendo exposto tanta coisa e tão resumidamente, você tenha entendido o espírito da coisa. Portanto onde essas concessões do governo se concentram, e o uso de fios mais finos na distribuição se faz, acarretam num aumento da voltagem de fornecimento para 220volts.

 

Como funcionam os cartões telefônicos?
Resposta:

O verso do cartão contém microfusíveis distribuídos simetricamente ao longo da sua superfície. Eles vão sendo apagados à medida que se gasta tempo nas ligações. Quando o cartão é introduzido no orelhão e a chamada telefônica é iniciada, o aparelho recebe o impulso de tarifação da central telefônica. Para cada impulso recebido, o aparelho comanda a queima de um microfusível específico, por meio de correntes eletromagnéticas. A central telefônica determina a freqüência de queima de unidades do cartão, que pode ser, conforme a distância, de uma unidade a cada 3 minutos (ligações locais) até dez unidades a cada 30 segundos (ligações de longa distância).

 

É verdade que as pilhas gastas se recarregam na geladeira?
Resposta:

Não. A pilha comum chamada seca, utilizada nos brinquedos e aparelhos eletrônicos domésticos, só descarrega — e não recebe — energia, devido ao seu líquido condutor de elétrons, selado e imobilizado. A pilha funciona com um pólo positivo e outro negativo, separados por gases, fazendo passar uma corrente elétrica pelo líquido. A baixas ou altas temperaturas, o choque térmico dilui a camada isolante de gases no líquido, despolarizando a pilha, que funcionará até polarizar-se novamente, logo a seguir. As próprias pilhas têm produtos químicos para diluir a camada de gases, mas eles tendem a perder o efeito com o tempo.

 

Por que os pássaros não morrem ao pousar em um fio de alta tensão?
Resposta:

Porque quando o passarinho pousa na rede elétrica as duas patas do bicho ficam apoiadas no mesmo fio. Nessa situação, não passa nenhuma corrente pelo corpo da ave e ela pode descansar tranqüila. O que faz a corrente elétrica fluir é a diferença de tensão entre dois pontos. A história é diferente quando o bicho toca qualquer parte do corpo em outro lugar enquanto mantém os pés no fio. Se ele encostar a asa em um poste e continuar usando a linha como poleiro, por exemplo, a diferença de tensão chega a 7600 volts. Isso geraria uma corrente violenta, capaz de transformar o pobre animal em uma porção bem torrada de passarinho. É justamente por esse motivo que os técnicos que fazem a manutenção da rede elétrica tomam todos os tipos de precaução enquanto trabalham - a principal delas é manter uma distância segura do poste na hora do conserto.

 

Para onde aponta uma bússola no espaço?
Resposta:

Depende! A princípio, ela fica literalmente desnorteada. Se a bússola estiver em uma nave espacial, por exemplo, será afetada pelo campo magnético gerado pelos fios da própria espaçonave. Afinal, uma bússola nada mais é que um detector desse tipo de campo. Caso o instrumento fique livre no espaço, longe de qualquer astro, não encontrará um campo magnético para onde apontar. É que, no vácuo próximo da Terra, o único elemento com alguma força magnética é o vento solar - o jato de partículas ejetado continuamente pelo Sol. Uma bússola convencional, porém, não notaria sua existência, já que ele produz um campo 5 000 vezes mais fraco que o do nosso planeta. Se ela se aproximar de algum corpo com campo magnético forte, como o próprio Sol, apontara para ele. Já se ela estiver perto do astro, mas junto de uma das chamadas manchas solares (regiões escuras e pequenas, mas com um campo magnético fortíssimo), sua agulha será atraída por ela. Resumindo: o equipamento só serve como um guia se estiver na Terra ou bem próximo dela. Nesse último caso, ele apontaria sempre para o Canadá - onde fica o Pólo Norte magnético, a centenas de quilômetros do Pólo Norte geográfico.

 

O timbre da voz muda ao ser gravada?
Resposta:

Geralmente, sim. A voz humana alcança freqüências entre 20 e 20 000 hertz. Porém, a maioria dos aparelhos de gravação não capta todas essas freqüências, o que muda o timbre da voz quando é reproduzida pelo aparelho. O equipamento usado em estúdios para gravação profissional é de boa qualidade. Mas, quanto pior a qualidade do gravador, menor a faixa de freqüência que ele capta e maior a diferença do som da voz reproduzido. Quando se trata de ouvir a própria fala gravada, surge outro problema. É que a voz que a pessoa está acostumada a ouvir de si mesma é uma soma do som que sai pela boca e entra pelo ouvido com a vibração sonora que é transmitida pela estrutura óssea craniana. É estranho ouvir a própria voz sem a propagação através da estrutura craniana.

 

Por que, quando os aviões sobrevoam uma casa, as imagens da televisão sofrem interferência?
Resposta:

Essas interferências podem ocorrer por dois motivos. Primeiro, as ondas eletromagnéticas transmitidas pela estação de TV são refletidas na fuselagem do avião, o que faz com que elas cheguem ao aparelho por percurso e momentos diferentes e com potências desiguais. Na recepção do sinal, essas ondas se somam e são sintonizadas pelo receptor ao mesmo tempo. Essa soma produz ondas, que ora se reforçam ora se anulam, o que distorce as imagens no aparelho de televisão. Além disso, pode haver também interferências porque a fuselagem do avião, ao sofrer atrito com o ar, torna-se carregada eletricamente. Essa carga elétrica induz uma corrente elétrica intrusa, não associada ao sinal de TV, na antena receptora do monitor. Essa corrente interfere no sinal recebido, acabando também por prejudicar a imagem final.

 

Por que as juntas das pessoas estalam?
Resposta:

São vários os motivos. Um deles é quando o tendão — tecido fibroso que liga os músculos a outras estruturas anatômicas — se desloca de seu trajeto natural. Ele passa por dentro de uma espécie de túnel, composto por um tecido que o reveste e protege. Quando se desloca por causa de um movimento mais brusco, ocorre um atrito com as paredes desse túnel e o estalo. Fenômeno semelhante acontece com as articulações, que são estruturas cartilaginosas que ligam um osso a outro. Juntamente com os ossos, elas são envolvidas por ar e um líquido lubrificante, e recobertas por uma pele protetora. Um movimento inadequado dessas articulações causa um deslocamento do ar e o estalo. Esses dois casos podem ser considerados normais, mas existem situações em que esses estalos necessitam de uma maior atenção. Um bom exemplo é o da frouxidão ligamentar, quando os ligamentos, que unem uma articulação a outra, por distúrbios metabólicos ou trauma, ficam frouxos. Com isso, aumenta o atrito entre as superfícies articulares e ocorre o estalo.

 


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